Cientista aloprado e fanático religioso, John Kellogg inventou o cereal matinal mais famoso do mundo. Mas ele ia odiar ver você comendo-o com açúcar.
Um grito quebrou a pasmaceira no sanatório de John Harvey Kellogg, em Battle Creek, Michigan, EUA. “Olha o que você fez, seu incompetente!”, exclamou o médico ao irmão caçula, Will Keith. Willy esquecera no forno uma maçaroca de milho que seria servida aos pacientes. Não era a primeira mancada do rapaz. O infatigável doutor Kellogg, que trabalhava 15 horas por dia, queixava-se seguidamente do irmão, a quem julgava preguiçoso. O sanatório, contudo, não podia dar-se ao luxo de perder quilos de milho. John e Will tomaram a massa e passaram-na num rolo. O milho endurecido, porém, quebrou-se em mil pedacinhos. John ficou maravilhado com os flocos de milho – corn flakes em inglês. “Isso cairá bem no desjejum”, comentou. Era 14 de abril de 1894, e dali em diante os cafés-da-manhã do mundo inteiro não seriam mais os mesmos.
Ninguém estranhou quando John Harvey Kellogg, o inventor dos Corn Flakes‚ surgiu com o novo alimento. Nascido em 1852, devoto da Igreja Adventista do Sétimo Dia e vegetariano convicto, o doutor era conhecido por seu ritmo frenético de trabalho. Além de cirurgião renomado, detinha mais de 30 patentes. Seu sanatório era algo como um spa misturado a uma clínica de desintoxicação em que tratamentos nada convencionais eram administrados aos pacientes. Como muitos de seus contemporâneos, Kellogg acreditava no poder terapêutico das lavagens intestinais. Só que, no afã de repor a flora intestinal dos pobres coitados, ele injetava iogurte no lugar de água.
Excêntrico e puritano, John dizia que o sexo fazia mal à saúde e chegava a recomendar a circuncisão a garotos para que não se masturbassem (outra crença pseudocientífica da época). Ele seguia à risca suas idéias malucas. Em 40 anos de casado, nunca manteve relações sexuais com a esposa.
O doutor e seu irmão deram entrada à patente dos flocos de milho no dia 31 de maio de 1895. No sanatório de Battle Creek, eles se tornaram muito populares entre os pacientes e, por insistência de Willy, os irmãos Kellogg criaram em 1897 a Sanitas Food Company, para vender os Corn Flakes numa época em que o café-da-manhã dos americanos consistia em carne com ovos. O esperto Willy, porém, começou a comprar discretamente as ações da empresa, distribuídas por John aos funcionários. Em 1906 – agora conhecido como W.K. Kellogg – virou dono do negócio. A empresa foi renomeada Kellogg Company e as vendas de flocos explodiram quando W.K. teve a idéia de cobri-los com açúcar branco – abominado por John. Nasciam os Sucrilhos e morria a amizade entre os irmãos Kellogg, que nunca mais voltariam a se falar pessoalmente.
Grandes momentos
• O filme O Fantástico Mundo do Dr. Kellogg (1994), com Anthony Hopkins no papel de John, é livremente inspirado na biografia do médico. Ele mostra intensa atividade sexual no sanatório, o que é pura ficção.
• John Harvey e a esposa adotaram mais de 40 crianças ao longo das 4 décadas de casamento sem sexo. Viviam todos na imensa casa de 50 cômodos do doutor Kellogg, em Battle Creek.
• O maior símbolo da Kellogg’s, o galo Cornelius, só surgiu no ano de 1957, criação da agência de publicidade Leo Burnett. O tigre Tony havia aparecido 5 anos antes.
Fonte: SuperInteressante
Parece saudável, mas não é.
Por que parece saudável?
Tem pedaços de frutas, vitaminas, proteínas, além de fibras que fazem bem para o funcionamento do intestino.
Por que não é?
Nem todas as barras são saudáveis, por conter o açúcar em excesso e a gordura saturada e nem todas as barras têm fibras.
Solução!
Prefira sempre as barras com maior teor de fibras, menos gordura e mais frutas e grãos integrais. Além disso, outra dica é variar, comendo outros alimentos como lanches entre as refeições.
Confira outros vilões disfarçados Parece, mas não é
Fonte: SuperInteressante
Por que parece saudável?
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Fonte: SuperInteressante
Há milhares de anos que o Homem cultiva cereais, como um alimento básico da sua alimentação. Desde a Idade da Pedra, os cereais têm sido um alimento chave para o sustento do Homem. Antes de serem introduzidos no Norte da Europa, foram cultivados pelos antigos Babilônicos, Egípcios, Gregos e Romanos. Um dos maiores benefícios trazidos pelos cereais foi a possibilidade de serem armazenados durante todo o ano, de modo a que as comunidades primitivas pudessem semear e cultivar as suas próprias colheitas num mesmo local, em vez de serem forçados a andar sempre a mudar de local, para procurarem novos terrenos de caça.
Os cereais são colhidos em todo o mundo. Desde o desenvolvimento da panificação, os cereais tornaram-se não só uma parte essencial da alimentação, mas também uma mercadoria para ser vendida e mesmo usada como moeda de troca.
Com a revolução industrial do século XIX, o rendimento das culturas aumentou notoriamente e permitiu o desenvolvimento de novas técnicas de colheita e de fabrico de produtos derivados dos cereais. Nos séculos XIX e XX assistiu-se a uma grande expansão dos produtos cerealíferos, incluindo o início da indústria produtora de cereais de pequeno-almoço. Com o objectivo de melhorar a alimentação das populações dos Estados Unidos e da Europa, foram desenvolvidos vários tipos de cereais de pequeno-almoço, incluindo os flocos de cereais e os muesli, os quais desde então constituem uma parte integrante da nossa alimentação diária.
Fonte: Afloc





