superstição sempre avisou: romã traz fartura e fertilidade. E não é que a ciência comprovou mesmo a relação dessa fruta com o sexo? (Tem a ver com fertilidade, vai) Mas não adianta só guardar as sementes na carteira. Se quiser sentir o poder afrodisíaco da romã, você vai precisa beber pelo menos um copo de suco por dia.
Um estudo realizado pela Universidade Queen Margaret, na Escócia, escalou 58 voluntários(homens e mulheres entre 21 e 54 anos) para beber um copo de suco de romã por dia, durante duas semanas. Após o período, o nível de testosterona dos participantes aumentou de 16% a 30%.
Se aumenta a quantidade de testosterona no corpo, cresce também a vontade de fazer sexo. E isso acontece tanto com homens quanto com mulheres.
Os pesquisadores ainda descobriram outros benefícios da romã. Eles mediram, antes e depois da dose diária de suco, os níveis de algumas emoções, como medotristezaculpatimidez eautoconfiança. Depois do teste, as emoções positivas aumentaram e as negativas diminuíram. Ah, e a romã ainda reduziu a pressão arterial dos voluntários.
Fora os benefícios para a saúde, o suco ainda sair até mais barato que o Viagra. Olha só: 4comprimidos azuis custam uns R$ 50; já o litro do suco de romã de caixinha sai por uns R$ 10 – se for beber 250 mL todo dia, por duas semanas, os gastos serão de R$ 40. Mais barato. Mas o efeito do remédio natural deve ser bem mais fraco (sem contar que o suco industrial é “batizado”, vem com maçã e uva.). Ainda assim, você acha que vale acrescentar o suco dentro da sua dieta diária?  Vai que…

Fonte: SuperInteressante


Não há dados estatísticos que classifiquem quais são as mais usadas. Como as plantas medicinais são de uso doméstico, ninguém afere - afinal, não dá para checar os jardins de todas as casas. Mas alguns estudos científicos já comprovam a eficiência terapêutica de diversas espécies - entre 2003 e 2010, o Ministério da Saúde financiou 108 pesquisas relacionadas ao assunto. Mas vale o lembrete: embora algumas ervas realmente ajudem a curar uma dorzinha ou outra, aautomedicação pode ser perigosa. Por isso, quando estiver doente, procure um médico antes de tomar qualquer coisa.
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Conheça algumas plantas aprovadas por nossas avós e pela ciência:
BABOSA (Aloe vera)
Como usar - Compressas e lavagens com a seiva da folha
Bom para - Feridas, queimaduras e inflamações na pele
Similares - Calêndula, confrei e tanchagem
Use só no exterior do corpo! A ingestão não é recomendada - tanto que já proibiram seu uso em bebidas e alimentos
CAMOMILA (Matricaria chamomilla)
Como usar - Chá da flor seca
Bom para - Ansiedade, insônia
Similares - Melissa, erva-cidreira e valeriana
GUACO (Mikania glomerata)
Como usar - Chá ou xarope da folha
Bom para - Vias respiratórias obstruídas e estados gripais
Similares - Eucalipto, hortelã e poejo
QUEBRA-PEDRA (Phyllanthus niruri)
Como usar - Chá da planta toda
Bom para - Cálculos renais e infecções urinárias
Similares - Cavalinha, carqueja, barba-de-milho
BOLDO (Plectranthus barbatus)
Como usar - Chá das folhas
Bom para - Problemas digestivos, azia e indigestão
Similares - Alcachofra, espinheira-santa e erva-doce
GENGIBRE (Zingiber officinale)
Como usar - Chá da raiz
Bom para - Rouquidão e problemas na garganta
Similares - Canela, cravo e romã
Para saber mais sobre as propriedades das plantas e como usá-las, acesse abr.io/plantasmedicinais
Fonte: Mundo Estranho

Especialistas consideram a cafeína a "droga psicoativa" mais popular

Autoridades dos EUA estão investigando quão segura é a presença da cafeína em lanches e bebidas energéticas, preocupadas com o "efeito cumulativo" do estimulante - que é usado em um número cada vez maior de produtos. Será que nossa sociedade movida a chá e café está dependente demais da droga favorita no mundo?
O bule borbulhante, o aroma que vem da caneca e o primeiro gole amargo (e às vezes doce também) da manhã formam um conjunto de rituais sem o qual a jornada de trabalho seria, para milhões de pessoas, horripilante.
A cafeína é, de acordo com a revista New Scientist, a "droga psicoativa" mais popular. Nos Estados Unidos, estima-se que mais de 90% dos adultos a usam todos os dias.
Mas agora, até mesmo os EUA - berço da Coca-Cola, da rede de cafeterias Starbucks e dos energéticos 5-Hour Energy - está questionando a adição de cafeína a alimentos diários como waffles, sementes de girassol, mix de castanhas e doces e até jujubas.
Em um comunicado recente, a Food and Drug Administration (FDA), agência que regula a qualidade de medicamentos e alimentos, condenou o "exemplo infeliz" da goma de mascar Wrigley, que produziu pacotes de oito bastões de chiclete com tanta cafeína quanto em metade de um copo de café. Posteriormente, a Wrigley disse que iria suspender a produção do produto.
A agência também está olhando atentamente para bebidas energéticas cafeinadas, e informou que estava preocupada com o "efeito cumulativo" da dependência de produtos estimulantes.
Tratamento de emergência
De acordo com a Substance Abuse and Mental Health Services Administration, agência governamental americana que cuida do abuso de substâncias e saúde mental, o número de pessoas que procuram tratamento de emergência após a ingestão de bebidas energéticas dobrou para mais de 20 mil em 2011.
Maiores bebedores de café per capita, segundo Chartsbin
1. Finlândia: 12 kg
2. Noruega: 9,9 kg
3. Islândia: 9 kg
4. Dinamarca: 8,7 kg
5. Holanda: 8,4 kg
6. Suecia: 8,2 kg
7. Suíça: 7,9 kg
8. Bélgica: 6,8 kg
9. Canadá: 6,5 kg
10. Bósnia Herzegovina: 6,2 kg
No entanto, a indústria de bebidas energéticas diz que seus produtos são seguros e insiste que não há prova de uma ligação entre consumo e qualquer reação nociva.
​Casos de overdoses fatais causadas por "efeitos tóxicos da cafeína" foram documentados, embora sejam muito raros. Cientistas da Johns Hopkins University que estudaram as propriedades viciantes da substância descobriram que os sintomas de abstinência incluíam cansaço, dores de cabeça, dificuldade de concentração, dores musculares e náuseas.
Mas não há qualquer tipo de consenso científico de que o uso da cafeína é prejudicial. Um estudo recente da Escola de Saúde Pública de Harvard sugeriu que "beber café não possui graves efeitos prejudiciais à saúde" e que a ingestão de até seis xícaras por dia "não estaria associada ao aumento do risco de morte por qualquer causa".
Em moderação, a cafeína pode ter alguns efeitos positivos. Pesquisas sugerem que poderia estar associada à redução do risco de câncer de próstata e mama. Um estudo recente liga beber café e chá a um menor risco de diabetes tipo 2.
Como resultado, a FDA se comprometeu a "determinar o que é um nível seguro" de uso da cafeína.
O movimento da agência foi bem recebido por aqueles que temem que a cafeína esteja invadindo demais as nossas vidas diárias - muitas vezes em produtos inesperados.
"Muitas pessoas não estão cientes da cafeína que estão tomando", diz Lynne Goldman, diretor da Escola George Washington University de Saúde Pública e Serviços de Saúde.
Como resultado, diz ela, há problemas como insônia, indigestão ou aumento da pressão arterial.
O consumo de cafeína é especialmente preocupante para os pais, que podem achar difícil regular o que ingerem seus filhos.
Mas, desafiar a hegemonia da cafeína pode ser uma tarefa difícil em um planeta que consome 120 mil toneladas da substância por ano.
Na Finlândia, o país mais viciado em cafeína no mundo, um adulto médio consome 400mg da droga a cada dia - o equivalente a quatro ou cinco xícaras de café diárias, e igual ao limite recomendado pela Food Standards Agency da Grã Bretanha, por exemplo.
"O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro"
Stephen Braun, autor do livro "Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine"
"Achamos que, quando usada com moderação, a cafeína não representa um risco", diz Sanna Kiuru, um oficial sênior da Evira, a autoridade finlandesa de segurança alimentar. "São principalmente os adultos que bebem café, não crianças. Em nossa opinião, os níveis são bastante moderados".
Mesmo os finlandeses amantes da cafeína têm se preocupado com o aumento do uso não evidente da substância, no entanto.
"Estamos preocupados com o aumento da cafeína em alimentos diferentes", diz Kiuru.
Bebidas altamente cafeinadas na Finlândia são obrigadas a conter etiquetas de advertência - uma prática que será estendida a toda a União Europeia a partir de 2014.
Para a maioria dos consumidores de cafeína, seu benefício principal é que, ao estimular a atenção, a substância ajuda a produzir mais.
Esta é uma característica que a torna incomum entre as substâncias recreativas, diz Stephen Braun, autor do livro Buzz: The Science and Lore of Alcohol and Caffeine (Burburinho: A ciência e a tradição do álcool e da cafeína, em tradução livre).
"O apelo (da cafeína) é de que nos ajuda a ganhar mais dinheiro", acrescenta Braun.
"O que a torna diferente de outras drogas é que é usada como uma ferramenta de produtividade - e não por prazer, como a cannabis, ou como um relaxante, como o álcool."
Talvez a analogia mais próxima seja com folhas de coca, mascadas por trabalhadores para lhes dar energia extra em países como Peru e Bolívia.
Popularidade e produtividade
Não é coincidência, avalia Braun, que a popularidade da cafeína tenha crescido na Europa no início da revolução industrial, com a corrida por maior produtividade.
Muitas mentes criativas da história também têm sido associadas a algumas façanhas verdadeiramente épicas no consumo de cafeína.
De acordo com um biógrafo, o romancista e dramaturgo francês Balzac bebia cerca de 50 xícaras de café por dia. "Se não fosse pelo café, uma pessoa não poderia escrever, o que quer dizer que não poderia viver", insistiu ele, certa vez.
Durante sete anos, o cineasta David Lynch jantou no mesmo lugar em Los Angeles todos os dias, sempre bebendo até sete xícaras de café adoçado "com muito açúcar" de uma só vez, o que, segundo ele, seria uma garantia de que "muitas ideias" viriam.
Ludwig van Beethoven contaria meticulosamente exatos 60 grãos de café por xícara quando preparava diariamente a bebida - para consumo próprio.
Talvez um dos contos recentes mais bem divulgadas sobre excesso de cafeína atribui ao cantor Robbie Williams o consumo de até 36 espressos duplos e 20 latas de Red Bull por dia.
Mas as tentativas de reprimir a disseminação da substância se provaram inúteis historicamente.
Em 1911, o governo dos EUA processou a Coca-Cola Company, afirmando que a cafeína na bebida era "prejudicial à saúde", mas a Coca-Cola venceu nos tribunais.
Um problema com a tentativa de regular o consumo, sublinha Braun, é que a substância afeta todos de forma diferente, tornando impossível estabelecer um limite "seguro" que funcione para todas as pessoas.
"Em última análise, você tem que se tornar seu próprio cientista - não há alternativa a uma cuidadosa auto-experimentação", diz ele.
Mas os críticos dizem que isso não se aplica a bebidas energéticas e alimentos com cafeína, cujos efeitos são, indiscutivelmente, mais difíceis de julgar.



Uma boa alimentação, acompanhada de sucos ricos em antioxidantes, pode ajudar a retardar os sinais de envelhecimento da pele



Encontrar soluções para atrasar os sinais de envelhecimento da pele é uma grande preocupação de diversas mulheres, principalmente entre os 30 e 50 anos, quando essas temíveis marcas de expressão se tornam mais aparentes.

O que muitas desconhecem, porém, é que uma boa alimentação, acompanhada de sucos ricos em antioxidantes, pode ajudar a retardar esses problemas e proporcionar outros benefícios para melhorar o funcionamento do organismo, como prevenir doenças cardiovasculares, atuar no combate a infecções e estimular a renovação do sistema imunológico.
Para avaliar a eficiência de algumas bebidas, os fabricantes de sucos têm enviado seus produtos para análises laboratoriais para indicação do índice ORAC, que determina capacidade antioxidante dos alimentos (inibição de radicais livres nas células). "Em caráter comparativo, seria necessário o consumo de 1039,3g de suco de açaí e 778,5g de suco de mirtilo para alcançar o mesmo ORAC de apenas 100g de suco de cranberry com alta concentração da fruta," explica a nutricionista Andréia Naves, da VP Consultoria Nutricional.
Confira abaixo a lista dos alimentos mais indicados para combater os sinais de envelhecimento da pele, feita pela nutricionista Rafaela Isis Reis Allevato, do Hospital San Paolo:
1 Cranberry e a romã são ricas fontes de vitaminas, minerais, fibras, compostos bioativos como taninos e flavonóides, responsáveis pela ação antioxidante.
2 A uva também é recomendada por conter compostos flavonóide
3 Frutas cítricas como as laranjas são indicadas por conter fenólicos, composto bioativo que age como antioxidante.
4 O tomate também está na lista por conter betacaroteno.
5 A maçã aparece também porque contém grande quantidade de polifenois e vitamina C.
Por isso, enriquecer as dietas alimentares com sucos funcionais tem sido uma recomendação frequente dos especialistas para a prevenção de doenças e melhorar o funcionamento do organismo humano. Segundo a nutricionista Andréia Naves, as frutas como ameixa, cranberry e romã são fontes de nutrientes benéficos ao organismo.
"Essas bebidas contribuem, por exemplo, para a redução do risco de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão arterial, e outras cardiovasculares, além de diabetes, hipercolesterolemia, resistência à insulina, obesidade e câncer," afirma.
De acordo com a especialista, o cranberry contém vitaminas (principalmente a tipo C), minerais, fibras dietéticas e compostos bioativos, como flavonoides e taninos, que são muito recomendados para a prevenção de infecções do trato genitourinário. "Esse fruto é uma das maiores fontes de flavonoides, que apresentam diversos efeitos positivos, como a redução do risco de doenças cardiovasculares, atividade anticâncer, anti-inflamatória, imunomoduladora, hepatoprotetora e antioxidante," explica.
Andréia explica também que a ameixa contém fenólicos e proantocianidinas, que atribuem à fruta significativo poder antioxidante e previne danos às células, como envelhecimento precoce e o agravamento de cânceres. "Por conter fibras, essa fruta ajuda na integridade intestinal e no processo de emagrecimento, pois aumenta a sensação de saciedade, além de reduzir o colesterol sanguíneo e controlar a glicemia," diz.
A nutricionista ressalta as pesquisas que apontam a eficiência do suco de romã pela ação antioxidante e por conter minerais, como magnésio, zinco e selênio. "Além disso, essa fruta contém atividade anti-inflamatória, anticâncer, antimicrobiana e anti-helmíntica (fármacos que expelem vermes do trato gastrointestinal),"
Fonte: Exame



Boa notícia, mas só vale para as mulheres. Pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard em Boston descobriram que beber de duas a três xícaras de café por dia pode diminuir em até 15% o risco de depressão em mulheres.
Eles analisaram os dados de um estudo maior, o Nurses’ Health Study, que acompanhou mais de 50 mil mulheres. Entre os anos de 1980 e 2004, todas tiveram de preencher um questionário sobre o consumo diário de cafeína – com que frequência tomavam café, chá ou refrigerante. Por dez anos, os pesquisadores também as acompanharam para saber se alguma havia sido diagnosticada com depressão – e começado a tomar antidepressivos.
Durante todo esse tempo, mais de 2,5 mil mulheres entraram em depressão. Mas quem bebiacafé escapava da doença com mais frequência: as mulheres que bebiam no mínimo quatro xícaras de café por dia tinham 20% menos risco de ficarem deprimidas; já entre aquelas que bebiam deduas a três xícaras o risco diminuía em 15%.
Apesar dos bons resultados, os pesquisadores ainda dizem que outros estudos precisam ser feitos. Afinal, eles não avaliaram a predisposição genéticasituação financeira ou vida pessoal de nenhuma das candidatas.
Boa desculpa pra dar uma pausa no trabalho e tomar um cafezinho, hein?
(Pesquisa aqui, oh)


Fonte: SuperInteressante
Sabe aqueles filmes da Sessão da Tarde em que a mocinha tímida e desajeitada toma um banho de loja e, para a surpresa de todos, aparece linda e deslumbrante no baile de formatura? É isso que a fritura faz com os alimentos: graças a um extreme makeover alimentar, traz à tona o sabor que já estava lá. 


É na frigideira que a repaginação acontece. Quando passa de 170 ºC, o óleo se incorpora ao alimento, realçando suas qualidades. Como explica Márcia Fidelix, presidente da Associação Brasileira de Nutrição, a gordura aquecida faz o alimento desenvolver odor, cor e textura - são as propriedades organolépticas, aquelas que percebemos por meio dos sentidos. "Isso torna as preparações fritas mais atraentes", diz a doutora Fidelix. Pode reparar: mesmo alimentos congelados, esbranquiçados, sem graça, depois de fritos ficam dourados, crocantes, com cheiro que faz salivar. 




E é aí que a carruagem da Cinderela vira abóbora empanada. Mandar ver na fritura faz você se sentir pesado, com a leve impressão de que comeu mais do que devia. Isso acontece porque a digestão das gorduras é mais lenta. Outro problema: justamente por se incorporar ao alimento, uma parte considerável do óleo utilizado sai da panela junto com o prato. "Só para ter uma ideia, uma batata frita tem cerca de 60% mais calorias e gorduras do que uma batata cozida", conta o nutricionista da Faculdade de Saúde Pública da USP, Daniel Bandoni. A fritura satisfaz, mas também engorda, maltrata seu coração e aumenta o risco de câncer. Ninguém é perfeito.
Comer vendo TV engorda mais, alerta especialista

Segundo especialista de saúde, Aulus Sellmer, em seu blog, a saciedade e os bons hábitos alimentares dependem do comportamento de como as pessoas se relacionam com a comida. 


"Engolir os alimentos sem mastigar, comer em pé, lendo ou vendo televisão, não são hábitos saudáveis e podem contribuir para o aumento de peso.
Isso porque comer devagar ajuda no mecanismo de saciedade, já que leva alguns minutos para o estômago enviar ao cérebro a mensagem de que comemos o suficiente.
Quem quer eliminar os quilinhos a mais precisa mastigar os alimentos até que estejam completamente triturados e só depois engolir.
Desta forma, inicia-se o processo da saciedade, inibindo a fome.
Combine uma alimentação saudável com exercícios físicos regulares.
Qualidade de vida é uma questão de mudança de hábitos."

Fonte: Estadão

Estudo desenvolveu preparado em pó enriquecido com fibras de linhaça saborizados com polpa de Mangaba – fruta típica do cerrado brasileiro


Não é novidade que uma dieta balanceada é essencial para o bom funcionamento do organismo. Entretanto, o estado nutricional, principalmente das populações que vivem em países desenvolvidos, é afetado por hábitos inadequados como o consumo excessivo de gorduras, elevada ingestão de açúcares e diminuição considerável do consumo de fibras, vitaminas e minerais, que podem favorecer a incidência de doenças crônico-degenerativas.

Além disso, a ingestão de cálcio da população está muito abaixo dos valores considerados ideais, que é de 1000 mg/dia para adulto. Segundo a Marina Leopoldina Lamounier, pesquisadora da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” (USP/ESALQ), em decorrência disso, muitas crianças estão sujeitas ao raquitismo, à baixa estatura, à osteopenia e osteoporose. “Isso ocorre porque muitos produtos lácteos, como leite e queijo, não são interessantes ou atraentes suficientemente, contribuindo para o baixo consumo”.
Daí surgiu a ideia de melhorar os alimentos que são atraentes, principalmente para as crianças e, nesse contexto, a pesquisadora desenvolveu um sorvete saudável, com alto teor de fibra alimentar, cálcio e vitaminas, e redução de sódio, açúcar e gorduras. “O interesse principal é fazer com que o sorvete tenha múltiplas funções, pois o consumidor moderno deseja alimentos que satisfaça e que ao mesmo tempo seja saudável”, afirma Marina.
A Pesquisa
O estudo, realizado no Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da ESALQ, desenvolveu um preparado em pó enriquecido com fibras de linhaça, inulina e FOS (fonte de prebióticos) com redução do teor de açúcar, gordura e sódio. Os sorvetes foram elaborados com o preparado lácteo e saborizados com polpa de Mangaba – fruta típica do cerrado brasileiro.
“A elaboração dos preparados em pó e dos sorvetes se constitui como forte potencial à comercialização, já que são ricos do ponto de vista nutricional e contemplam a demanda de todos os grupos biológicos desde crianças até idosos por serem atrativos e saudáveis”, afirma a pesquisadora.
Orientada pela professora Dra. Jocelem Mastrodi Salgado, do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN), a pesquisa avaliou as características microestruturais e microbiológicas do preparado em pó e, a partir deles, desenvolveu os sorvetes de massa, verificando sua composição centesimal, suas propriedades físicas e químicas, suas características reológicas e seu nível de aceitação sensorial.
Segundo as pesquisadoras todas essas características apresentaram valores desejáveis, além do mais, foi possível através da adição de fibras alimentares, proporcionar uma alegação horizontal de saúde.
“O sorvete pode tornar-se uma opção saudável de alimento, principalmente para as pessoas que, por falta de hábito, gosto ou intolerância à lactose, têm a ingestão de laticínios aquém das quantidades recomendadas. O valor nutricional e as características de alta digestibilidade fazem deste produto um alimento ideal para todas as idades, associando nutrição e prazer”, explicam as pesquisadoras.
A pesquisadora afirma que sorvetes de frutas do Cerrado com baixo valor energético ganham espaço cada vez maior na mesa dos consumidores. “Estas frutas oferecem grande variedade de sabores e aromas, possuem quantidades significativas de vitaminas, propriedades funcionais e medicinais. Neste contexto, insere-se a mangaba (Hancornia speciosa), que apresenta boa digestibilidade, alto valor nutritivo e consideráveis teores de proteína e vitamina C”, conclui.